A distância tem uma estranha capacidade de divinizar as pessoas, de tornar heróico seus atos. Em contraponto, a proximidade nos leva a humanizar as pessoas, a enxergar seus defeitos mais de perto. É como se fosse um rosto: de longe, ele nos parece perfeito e belo, mas a medida que nos aproximamos podemos enxergar suas cicatrizes e rugas. É da experiência que retiro esta constatação. Algumas pessoas com as quais convivi, a medida que o tempo passou, acabei esquecendo seus defeitos e deixando que a saudade idealizasse suas qualidades. Aliás, não é por outro motivo que tanto elogiamos aqueles que já se foram... Guardamos somente o que nos interessa. Por isso, quero postular aqui uma teoria que muito me assiste: estar perto de quem amamos nem sempre é bom, às vezes precisamos nos afastar para ver melhor o contexto que nos cerca. Quando ficamos muito próximos, acabamos não valorizando as pessoas porque tudo nos parece fácil demais. Somente quando nos colocamos a certa...
O entre-lugar onde se encontram realidade e ficção. Ou apenas um blog pessoal sobre arte, política, ciências, esportes e outras inquietações mais.